24 de março de 2016

“A grama do vizinho não é tão verde quanto você pensa”: um recado para a geração “Z”

Até pouco tempo eu sequer sabia  o que era essa coisa de “geração baby boomer,  X, Y e Z”. Ainda bem que a internet apareceu em minha vida, diria que  em boa hora, já que poderia ter ficado “perdida”, como os da geração silenciosa (nascidos entre 1925 à 1942 + ou -), espero que meu pai não leia isso.
Alguns estudiosos  da demografia  socioeconômica  dizem que cada nome tem um significado e um Porquê de sua escolha, o que certamente é verdade.


A“geração Z”, acredita-se que sejam os nascidos a partir de 1995 até a atualidade; está mais voltada para os “games”, conhecida como  Digital Natives, ou “nativos  digitais”, além do “Z” fazer uma referência à  “zapear” (mudar constantemente de um “canal” para outro)
Estes ainda não estão inseridos no mercado de trabalho, mas já são motivo de reflexão por conta do seu comportamento individualista e de certa forma antissocial.

A Geração Z é contemporânea a uma realidade conectada à Internet (mais que a anterior que já era a www.), em que os valores familiares, como sentar-se à mesa e conversar com os pais, não são tão expressivos quanto aos contatos virtuais estabelecidos pelos jovens na Web. Formada pelos que ainda não saíram da escola e ainda não decidiram a profissão a ser exercida no futuro a Geração Z também se destaca por sua excentricidade.

Foto Crédito por Flamir.blogspot.com

A característica principal dos membros da geração Z é se achar protagonista em tudo. Desde pequeno, foram criados por pais que sempre mostraram que eles eram especiais, os melhores, que podiam tudo e quando quisessem. A oportunidade de ter inúmeras opções de escolhas, e principalmente, ser colocado sempre em uma posição especial, criou um excesso de permissividade, tornando-os onipotentes e protagonistas da história. Criados assim o resultado são jovens/adolescentes que não aprenderam a ouvir um não como resposta; não sabem o significado da palavra perder. Não teve que aprender com a derrota. A vida pra ele é um eterno videogame, se der game over, basta apertar o continue. Quando ele se depara com uma derrota que não consegue mudá-la, fica extremamente frustrado.
Segundo estudiosos, para eles a vida funciona da seguinte forma:
Quando a realidade da vida de alguém é melhor do que eles esperavam, ele fica feliz. Quando a realidade acaba por ser pior do que as expectativas, torna-se infeliz. Isto leva a outros atributos da geração Z. 
É uma geração sem foco na vida.  Com a internet, você pode aprender qualquer coisa a qualquer hora, basta ver um tutorial, passar 10 minutos na frente do seu monitor e voilá, tornou-se um especialista no assunto. Você não tem tempo (nem saco) para dedicar-se em uma coisa só, por um longo período. Logo, abandona. Da mesma forma como o conhecimento vem de maneira rápida, ele esvazia-se no mesmo instante. Você até aprende a fazer de tudo um pouco, mas estas pílulas de conhecimento não criarão raízes e deixarão profundidade em você. O resultado é que você não conseguirá ser realmente foda em nada se não se especializar. A falta de foco e o fato de fazerem tudo ao mesmo tempo cria várias lacunas na geração Z.

As redes sociais tem uma parecela de culpa (facebook, twitter, instagram, snapchat, etc) criaram um precipício entre a realidade do nosso cotidiano e aquilo que queremos passar para as outras pessoas.  Basta dar uma zapeada nelas e você verá fotos bonitas, ambientes perfeitos, pessoas extremamente inteligentes (e frases fodas), uma galera feliz, vivendo coisas fantásticas. Quando o espectador observa estas imagens, cria um choque de realidade com sua vida comum, chata e simplória.  "A grama do vizinho sempre é a mais verde", os momentos que seus amigos passam são sempre os melhores.  Não adianta o que faça, sua vida sempre será mais ‘bosta’ do que a dos colegas que compartilharam aquela foto foda no Instagram.

Sentimentos assim levam até à depressão!  Tem que estar sempre alerta!

Para mudar este jogo, existem algumas coisas que membros da geração Z precisam aprender.

1º   O sucesso não vem rápido.  O mundo não é tão fácil quanto um game de fases. Até chegar a fazer o que gosta (e ser bem remunerado por isso) você terá que se dedicar a fazer muita coisa que detesta. Grandes carreiras consomem anos de suor, lágrimas e sangue para se construir.

2ª  Aceite críticas.  Paul Harvey, professor da Universidade de New Hampshire, nos Estados Unidos, fez uma pesquisa onde concluiu que esta geração tem “expectativas fora da realidade e uma grande resistência em aceitar críticas negativas” e “uma visão inflada sobre si mesmo”. Ele diz que “uma grande fonte de frustrações de pessoas com forte senso de grandeza são as expectativas não alcançadas. Elas geralmente se sentem merecedoras de respeito e recompensa que não estão de acordo com seus níveis de habilidade e esforço, e talvez não obtenham o nível de respeito e recompensa que estão esperando”.

 3º  Você não é especial (ainda).  Embora você possa construir um império, tenha uma ideia genial, torne-se muito rico e famoso no que faz, agora você não passa de um jovem inexperiente sem muita coisa a oferecer. Trabalhe duro, dedique-se por um bom tempo e, quem sabe, você chegará lá. 
E por fim, mas não menos importante,

 Não se preocupe,  a grama do vizinho não é tão verde quanto você pensa.   Esqueça o oba-oba das redes sociais em que mostram as pessoas sempre felizes e vivendo uma vida dos sonhos.  Saiba que todas estas pessoas são igualmente indecisas como você, duvidando de suas potencialidades e frustrações.  Se você se dedicar as suas coisas, não restará tempo para invejar os outros. 



http://manualdohomemmoderno.com.br/comportamento/por-que-a-geracao-z-e-tao-infeliz  (neste link o texto é por Leonardo Filomeno e colaboração de Milena Kosokabe).

Charge por: flamir.blogspot.com